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domingo, 7 de novembro de 2010

"Tribuna Livre" - 2ª Edição



CARROS, CARRINHOS, MOTOS E DECIBÉIS


Parece que há por aí queixas de moradores nas redondezas do Autódromo Internacional do Algarve, sobre ruídos provocados por veículos de competição que circulam na pista do mesmo.
É um ruído, é certo, que provoca níveis de decibéis elevados, mas decibéis esses permitidos pelas leis que regem os desportos motorizados e que não podem ultrapassar um determinado valor, nos carros 100 e nas motos 80 decibéis, salvo erro.
Portanto são valores aceitáveis, e ainda para mais ao ar livre e durante um período de tempo normalmente de duração de corrida que depende do tipo de campeonato em disputa.
Quero com isto dizer que estes “ruídos” são esporádicos durante um fim-de-semana e nem sempre há provas todos os fins-de-semana, são sempre disputados durante o dia excepto uma corrida que é iniciada durante a tarde e acaba perto das 24h, pois a lei do ruído segundo sei permite fazer diversos barulhos até esta hora como limite máximo.
Sendo eu um apaixonado pelo desporto automóvel vejo com muita desconfiança que se faça um alarido de tal ordem sobre estes “ruídos” que se pensem em discutir em sede de Assembleia da República Portuguesa.
Meus amigos vejamos a situação do ruído com diversos exemplos, como indirectamente os benefícios aos diversos serviços que o Algarve em geral e o Concelho de Portimão beneficiam, pois quando há uma prova, por norma as equipas que vêm disputar a prova no Autódromo Internacional do Algarve, têm que alugar Hotéis para as equipas de mecânicos, pilotos e restante staff, alugam carros para se deslocar durante a estadia, estadia esta que normalmente dura uma semana no mínimo pois há que preparar a prova com todos os cuidados.
Acabam por trazer rendimentos para os diversos serviços, pois necessitam de refeições, que por regra geral são feitas nos restaurantes do Concelho.
Por norma um evento dura de Sexta-feira de manhã a Domingo a meio da tarde, são dias de movimento, com o público que se desloca ao Autódromo para assistir às provas.
São dias em que sim, concordo há algum “ruído” mas depois, durante a semana e fins-de-semana seguintes nada há de que provoque muito barulho.
Eu discordo desses movimentos contra o “ruído” pois vejamos, no Autódromo directamente trabalham mais 50 pessoas por dia, quer na empresa que gere o empreendimento, quer nas empresas que nele fazem o seu "ganha-pão", como a empresa de restauração, que fornece refeições no próprio complexo e que se tem que abastecer em fornecedores do Concelho ou da própria Região.
Durante as provas é preciso pessoas para efectuar o controlo da corrida e a segurar que a mesma se desenrola normalmente, este trabalho é efectuado por Comissários de Pista, que pertencem a dois Clubes o AIA MOTOR CLUBE e à ACDME.
Normalmente são cerca de 150 a 200 comissários por prova, que fazem parte e lutam por o seu desporto de eleição.
Dependem também os trabalhadores que cuidam e mantêm o próprio Autódromo, nomeadamente a pista onde se desenvolvem os eventos.
Querem fazer disto um “Ruído” a nível superior?
Não concordo, vejamos o caso do Circuito do Estoril, fica muito próximo e bem de zonas habitacionais e de comércio que o Autódromo Internacional do Algarve, há queixas de ruído sobre o Estoril? Se as há nunca as ouvi e já lá estive a presenciar diversas provas de automobilismo e motociclismo, o que há sim isso é certo é um envolvimento dos residentes e comerciantes da zona, pois aproveitam para fazer o seu negócio.
Foi realizado há poucos dias o MOTO GP e estiveram 40 a 45 mil pessoas no Circuito do Estoril a ver a prova como espectadores, estes tiveram que consumir refeições, refrigerantes, gasolinas para as motos e carros em que se deslocaram, muitos alugaram casas e ou quartos de hotéis para pernoitar, será isto mau para o ruído?
Pensemos primeiro antes de levar esta questão a plenário da República pois quem se queixa, porventura como em tempos circulou um comunicado contra, mais uma vez, o tão mal fadado “ruído” são quiçá residentes que não residem cá, vêm de fora, compraram cá uma casa e tentam passar a imagem que o ruído é incomodativo para os seus dias de férias ou descanso.
Indirectamente este ruído está a ser demasiado importante para um “ruído” que é passageiro, apenas dura o tempo do evento, depois regulariza.
Para finalizar penso que este “ruído” tem mais prós para a economia local do que apenas o contra de ser incomodativo para apenas alguns, “ruído” este que é feito durante as horas legais que a Lei prevê.
Concluo discordando da importância que se lhe está a dar ao levar à discussão na Assembleia da República Portuguesa (http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=110013), pois ao analisarmos os dividendos e benefícios que o Autódromo Internacional do Algarve gera para a Região do Algarve e em particular para o Concelho de Portimão, reparamos que é um mal que vem por bem.
Será que estes residentes que se queixam do barulho nas imediações não deveriam, isso sim fazer “ruído” por melhores estradas de acesso às suas casas, por melhores condições de vida em aglomerados de vivendas que tem acessos de há 20 anos atrás!?
Não será mais profícuo lutarem por melhores condições de centros de saúde para quem vive longe do centro da Cidade?
E, por que não, melhores escoamentos de águas em determinadas áreas que quando chove, águas pluviais essas, que impedem o acesso a algumas áreas residências?
Pensem nisto que porventura serão lutas mais benéficas e que trarão melhores condições de vida às populações das zonas envolventes e próximas ao Autódromo!


José Duarte

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Tribuna Livre" - 1ª Edição

A Universidade de Verão 2010 (UV10), organizada pelo PSD, JSD e Instituto Francisco Sá Carneiro, teve lugar em Castelo de Vide, de 30 de Agosto a 5 de Setembro. A UV consiste, essencialmente, numa semana de formação política, em que os dias estão divididos por “aulas” com especialistas de diferentes matérias e trabalhos de grupo, em que cada um destes grupos prepara as questões a colocar a cada um dos convidados e, também, outros trabalhos que vai recebendo ao longo da semana.
O programa (link http://www.carloscoelho.eu/univerao/) contou com a participação de especialistas de Política Internacional (Miguel Monjardino), Ciência Política (Marcelo Rebelo de Sousa), Economia (António Carrapatoso), Solidariedade Social (Padre Lino Maia), História (Luciano Amaral), Comunicação Política (Rodrigo Moita de Deus), Combate à Corrupção (Guilherme d’Oliveira Martins) e Cultura (Francisco José Viegas e Pinto Ribeiro). Todos os referidos estiveram presentes durante o período do dia, sendo que as suas apresentações eram sempre seguidas de perguntas por parte dos alunos. Refira-se, ainda, que à noite existiam os jantares-conferência, cujos participantes foram Leonor Beleza, Miguel Maduro, Jorge Guimarães, Alexandre Relvas e Elvira Fortunato. O critério para escolha destes cinco convidados foi o valor que cada um tem acrescentado a Portugal, devido, essencialmente, à aposta na inovação nas áreas de cada um. Ou seja, serviram estes jantares como montra dos bons exemplos que existem em Portugal. Também as intervenções dos convidados nos jantares eram seguidas de perguntas, por parte dos alunos da UV10.
Como participante da UV10, posso afirmar que esta foi uma experiência muito positiva porque trouxe a possibilidade de ver uma organização muito eficiente, na medida em que tudo é organizado ao pormenor – responsabilidade muito grande do “magnífico reitor” Carlos Coelho – e, ao mesmo tempo, criar um espírito de grupo saudável, o que é raro quando se trata de questões políticas. Esclareço que os 100 participantes da UV10 estavam divididos em 10 grupos, de 10 elementos cada um. As perguntas aos convidados eram dez, o que perfazia uma a cada grupo. Assim, os grupos dividiam os momentos de intervenção de cada participante para que todos interviessem. Uma das regras base da UV é a obrigatoriedade de cada aluno ter, no mínimo, duas intervenções orais durante a semana. Esta exigência prova que ninguém pode passar esquecido pela UV. A excelência desta UV verifica-se também através de outros exemplos: a existência de uma rede de intranet acessível a todos os alunos; o JUV (jornal diário com os acontecimentos do dia anterior); e a UVTV. Todas estas plataformas permitiam uma permanente interactividade entre todos os participantes.
Em último lugar, refiro que estas linhas se trataram de uma breve descrição daquilo que foi a UV10. Breve porque a vivência própria apenas consegue fazer uma completa descrição. Não se trata de uma semana de sonho, mas trata-se de uma semana importante para quem quer ganhar maiores noções de confronto de ideias e clivagens ideológicas e, pelo conteúdo das conferências, até para quem quer ter apenas uma intervenção cívica activa. Intervenção cívica não é intervenção político-partidária, daí que tenham, também, participado vários alunos que não eram militantes do PSD ou da JSD.
Para quem duvida da importância da UV, posso afirmar que a grande diferença que verifiquei entre a ideia pré-feita e a realidade é a seguinte: não se aprende política, discute-se política.



Pedro Roma

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Está criada a "Tribuna Livre"

A Comissão Política de Secção da JSD de Portimão informa que a partir de hoje está criada a "TRIBUNA LIVRE" neste espaço, conforme compromisso assumido na tomada de posse do passado sábado.

A partir deste momento, qualquer jovem portimonense pode partilhar livremente as suas reflexões, opiniões ou posições.

Mais informa a Comissão Política de Secção da JSD de Portimão que só aceitaremos textos com os autores devidamente identificados e que o seu conteúdo é naturalmente da responsabilidade exclusiva do seu autor.

Para qualquer informação, é favor contactar através do seguinte E-mail:jsd.portimao@gmail.com